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Levente Sulyok

Hungria
1973
Nascido na Hungria em 1973, Levente Sulyok imigrou para os Estados Unidos aos 17 anos. Possui bacharelado em Prática Artística pela University of California, Berkeley, e mestrado (MFA) em Pintura pela Rhode Island School of Design. Ao longo das últimas duas décadas, Sulyok participou de mais de 70 exposições nos Estados Unidos e no cenário internacional, tendo sua obra exibida na 16ª Bienal de Curitiba, em Curitiba (Brasil); na 1ª Bienal de Assunção (Paraguai); na 12ª Bienal de Havana (Cuba); no Remai Modern (Museu de Arte Contemporânea), em Saskatoon, SK (Canadá); no Centre[3] For Artistic + Social Practice, em Hamilton, ON (Canadá); no Blue Star Contemporary Art Museum (TX, EUA); no Ulrich Museum of Art (KS, EUA); na University of the Pacific, em Stockton (CA, EUA); e no Wabash College (IN, EUA). Ele também foi o artista principal por trás de uma intervenção colaborativa na dOCUMENTA (13) em Kassel, na Alemanha. Atualmente, Sulyok trabalha como professor de Pintura na Wichita State University, em Wichita, Kansas. Seus trabalhos integram coleções públicas e privadas, incluindo aquisições recentes do Ulrich Museum of Art e da coleção permanente da Eric Dean Gallery no Wabash College.

SOBRE A OBRA Levente Sulyok investiga, em sua obra, as relações entre passado, presente e futuro a partir das transformações das fronteiras culturais e territoriais. Seu trabalho toma como ponto de partida a cultura popular húngara do final do século XIX e início do século XX para refletir sobre nacionalismo, identidade e pertencimento, especialmente após a perda de grande parte do território da Hungria em 1920. Em sua prática artística, o artista reaproveita objetos tradicionais húngaros, como tecidos antigos, sobre os quais borda padrões de diferentes regiões e incorpora links da internet referentes às suas pesquisas. Dessa forma, discute não apenas as fronteiras geográficas e culturais, mas também a distância entre a cultura digital e a experiência material e vivida. Na obra Tree without a top, Sulyok utiliza um tecido húngaro antigo e borda links que representam um ano de pesquisa, organizados na forma de uma árvore. Ao combinar padrões tradicionais da Hungria e da Transilvânia, evidencia como a cultura compartilhada ultrapassa fronteiras políticas. A obra questiona a dependência das informações digitais e contrapõe o conhecimento descontextualizado da internet à experiência concreta preservada nos artefatos tradicionais.