Gonzalo García Gaitán (1981, Bogotá, Colômbia) é um artista visual contemporâneo cuja obra explora a relação entre pintura, arqueologia da mídia, tecnologia e sistemas de percepção. Trabalhando principalmente com aquarela, García desenvolve composições em grande escala inspiradas em telas obsoletas, estruturas de vigilância e memória coletiva.
O artista já expôs internacionalmente e é representado pela CK Contemporary em São Francisco. Entre seus reconhecimentos recentes estão o Primeiro Prêmio do Salão de Arte Cinética UPB (2024) e a Bolsa Fundación Jumex Impronta (2024), além de ter sido convidado para a Bienal de Medellín de 2025.
SOBRE A OBRA
Telecracy examina a construção do espetáculo político por meio dos sistemas de mídia contemporâneos. A obra apresenta retratos televisivos fragmentados que se fundem em uma estrutura visual esférica, evocando dispositivos de vigilância, visão composta e percepção algorítmica.
Por meio da pintura em aquarela, Gonzalo García transforma imagens televisivas obsoletas em uma reflexão sobre a propaganda, as economias da atenção e a dissolução da perspectiva individual no contexto da comunicação de massa. A obra reflete sobre como o poder político é mediado, amplificado e consumido por meio das telas, onde a informação se torna espetáculo e os espectadores passam a integrar sistemas de controle e repetição.