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Ricardo Teixeira (Armarinhos Teixeira)

Brasil
1974
Armarinhos Teixeira (1974, São Paulo, Brasil), é um artista plástico que vive e trabalha em São Paulo. Nos anos 80, deu início às oficinas de arte. É um artista engajado nas questões ambientais que explora a intersecção entre a ascensão industrial humana, a conservação ambiental e as primeiras formas de vida biológica, compreendidas em seus trabalhos como Bioarte. Sua prática artística é fortemente influenciada pelos biomas brasileiros, a partir dos quais ele cria peças únicas. Na conversa, Armarinhos compartilha sua abordagem única de combinar elementos industriais com assuntos ambientais e explora suas inspirações, processos criativos e visão de futuro abordando temas como os desafios reais enfrentados pelos artistas no cenário artístico contemporâneo brasileiro. Pode-se pensar que arte e ciência são incompatíveis. Na verdade, eles parecem estar nos extremos opostos de uma escala – a arte nasce da criatividade, de pensamentos abstratos e de um conjunto aparentemente aberto de regras e a ciência é uma prática enraizada em leis de lógica, fatos e estrutura. Armarinhos Teixeira cria pontes entre a arte e a ciência. Ocupando o território da Bioarte; busca a incorporação de uma compreensão do mundo vivo, ambientalmente sustentável e potencialmente regenerativo.

SOBRE A OBRA

Armarinhos Teixeira constrói cenários da atemporalidade. O artista atira pérolas a um futuro incerto e misterioso. Tudo aqui, vídeos, instalações, objetos, elementos da fauna e flora, sugerem um mundo onde as ruínas do ser humano sobrevivem à sua própria existência. Arte e natureza formam um único corpo e parecem indicar que este venha a ser uma poderosa ferramenta para o homem poder sobreviver à própria destruição por ele mesmo causada. Entre mutações genéticas, desafios inquietantes sobre a realidade e a inteligência artificial, as instalações de Armarinhos Teixeira se apropriam de processos de reprodução e seriação celular aproximando arte, ciência e natureza. Por isso esses objetos parecem falar sobre um mundo no qual a presença humana torna-se desnecessária para o equilíbrio da vida.