Ricky Allman possui um mestrado em Belas Artes pela Rhode Island School of Design e um bacharelado em Belas Artes pelo Massachusetts College of Art. As pinturas e instalações de Allman se apresentam como paisagens, paisagens psicológicas e paisagens urbanas. Utilizando a paisagem geográfica de sua infância nas Montanhas Rochosas, a arquitetura modernista e a abstração gestual, a obra de Allman revela um futuro indefinido, ameaçado pelas mudanças climáticas e pelo extremismo político e religioso. Este é um mundo complexo e frenético de formas que colidem, muitas vezes no momento de sua origem, uma proposta futurista de arquitetura autorreplicante e em constante evolução.
Seu trabalho já foi destaque no Los Angeles Times, Harvard Business Review, Harper’s Magazine, Vice e outros veículos. Suas obras foram exibidas em dezenas de exposições individuais e coletivas, nacional e internacionalmente. Allman vive e trabalha em Kansas City, Missouri, com sua esposa e três filhos, onde é professor de Pintura/Desenho na Universidade de Missouri-Kansas City.
SOBRE A OBRA
Plume é uma série de três pinturas que retrata o mesmo vulcão a partir de diferentes pontos de vista. Esse vulcão imaginário existe em um futuro no qual o lixo, os artefatos e os vestígios da civilização humana — plásticos, metais, vidro, computadores, celulares, estátuas, pontes e navios de cruzeiro — foram incorporados às camadas da crosta terrestre ao longo de dezenas de milhares de anos. O calor do núcleo da Terra funde, resfria e desloca esses resíduos até que, sob as condições adequadas, tudo o que a humanidade construiu é expelido para a atmosfera e para a paisagem, reiniciando o longo ciclo geológico.
Annunciate/Repudiate representa um ciclo completo em si mesmo. A obra imagina um futuro em que impressoras arquitetônicas 3D, controladas por inteligência artificial e desvinculadas do controle humano, operam de forma autônoma, extraindo seus próprios materiais de construção e produzindo seus próprios resíduos. Restos de códigos que lembram formas arquitetônicas continuam tentando construir incessantemente, não por necessidade, mas apenas pelo impulso de construir.