Marina Camargo (1980, Maceió, Brasil) é uma artista visual brasileira cuja formação acadêmica divide-se entre Porto Alegre, onde concluiu sua graduação e o mestrado em Artes Visuais, e passagens por Barcelona e Munique, na Alemanha, cidade onde estudou na Akademie der Künste. Seu trabalho desenvolve-se a partir de investigações contínuas que se concretizam em desenhos, instalações, esculturas e vídeos, explorando deslocamentos físicos e conceituais para propor rupturas em narrativas estabelecidas e questionar códigos e convenções. Com referências cartográficas, históricas e geográficas frequentemente presentes na base de seus projetos, uma parte significativa de sua pesquisa artística envolve mapas, meios pelos quais provoca fissuras e distorções formais na representação de espaços e lugares. Sua produção já foi apresentada em grandes mostras internacionais e nacionais, incluindo a 14ª Bienal de Xangai (Power Station of Art, China), o 37º Panorama da Arte Brasileira (Museu de Arte Moderna, São Paulo) e a Guangzhou Image Triennial (Guangdong Museum of Art, China), além de figurar em exposições individuais como “A Certa Sombra” (Instituto Ling, Porto Alegre) e “Cartografías Fluidas” (Fundación Gimenez Lorente, Valência, Espanha).
SOBRE A OBRA
Os deslocamentos através dos espaços reconfiguram os mapas: os percursos entre dois continentes traçam redes invisíveis formadas por fluxos, atravessando oceanos, territórios,
fronteiras. Uma instalação que parte da forma de dois continentes — América do Sul e África — como uma espécie de mapa fragmentado onde as linhas que unem ambos continentes são zonas de passagem e aproximação, como se o próprio fluxo redesenhasse as formas dos continentes.
O Mapa-mole dialoga com os desenhos sobre mapas expostos na mesma sala. Juntos, desenhos e o Mapa-mole, o sentido de fluxo, travessia, migração, circulação que redesenha os espaços geográficos, se torna mais evidente, como uma ressonância da experiência gráfica (desenho) para a instalação (Mapa-mole).