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Max de Esteban

Espanha
1959
Max de Esteban é um artista visual cujo trabalho interroga a condição humana sob as estruturas do capitalismo contemporâneo. Seus projetos já foram exibidos em museus e instituições de prestígio, tais como o Kunstpalast em Düsseldorf, o Jeu de Paume em Paris, o MUNTREF em Buenos Aires, o Museum of Fine Arts em Houston, o Deutsches Technikmuseum em Berlin, o CGAC em Santiago de Compostela, o Red Brick Art Museum em Pequim e o MACBA em Barcelona. No circuito de grandes mostras e eventos periódicos, o artista participou, entre outros, da BienalSur (2025), da XVI Bienal de Cuenca (2023), da Trienal de Yokohama (2020), da XIII Bienal do Cairo (2019), da XIII Bienal de Havana (2019) e da XVI Bienal Fotofest (2016). Sua produção artística foi o tema central de cinco monografias publicadas: Estética de la Extinción (Turner), Twenty Red Lights (Virreina/La Fábrica), Propositions (La Fábrica), Heads will Roll (Hatje Cantz) e Elegies of Manumission (Nazraeli Press). Suas obras integram coleções públicas de diversos museus, incluindo o Museum of Fine Arts em Houston, o Museum Kunstpalast em Düsseldorf, o Deutsche Technik Museum em Berlim, o Muntref em Buenos Aires, o MACBA em Barcelona, o Centro de Arte Contemporáneo Wifredo Lam em Havana e o Staatliche Museen zu Berlin. No âmbito acadêmico, Max é ex-bolsista da prestigiada rede Fulbright e possui doutorado em Economia e Negócios pela Universitat Ramon Llull, MBA pela Stanford University, além de mestrado e bacharelado em Engenharia pela Universitat Politècnica de Catalunya.

SOBRE A OBRA Cartografia Provisória percorre o trabalho de Max de Esteban ao longo da última década, marcado por sua intenção de catalogar as infraestruturas da contemporaneidade e analisar como determinados sistemas sustentam e moldam a organização social e econômica global, influenciando as dinâmicas de poder e a produção de significados. Cada obra de Max de Esteban é resultado de uma pesquisa minuciosa. Apesar da frequente aparência de verossimilhança, tudo o que o artista apresenta é ficção. A estética da extinção, eixo que articula sua produção, desestabiliza a representação dos processos de desaparecimento, transformação e obsolescência que afetam tanto as estruturas físicas quanto os sistemas ideológicos que sustentaram a modernidade. O artista examina como a aceleração tecnológica, política e social contemporânea conduz à extinção de formas de vida, de poder e de conhecimento que antes pareciam indestrutíveis. Ao mesmo tempo, questiona nossa própria sobrevivência, ao evidenciar que desenvolvemos tecnologias capazes de tornar inviável a vida humana no planeta. O ciclo da modernidade/pós-modernidade, iniciado no século XVIII, provavelmente chegou ao fim. Max de Esteban propõe uma crítica à noção de progresso e avalia seu legado material, moral e emocional. Sua obra traça um percurso que convida o espectador a questionar a realidade, desmontar seus pressupostos, investigar sua ordem e suas contradições, e refletir sobre como as rápidas transformações tecnológicas e políticas da atualidade delimitam o campo do possível e condicionam, de maneira irrevogável, o nosso futuro.