Nascido em Nak Borun [Vale do Rio Doce] Minas Gerais, e vivendo como um nômade global, a obra de Paulo Nazareth é muitas vezes resultado de gestos precisos e simples, que trazem ramificações mais amplas, sensibilizando para questões ligadas à imigração, racismo e colonialismo. Embora seu trabalho possa se manifestar em vídeo, fotografia e objetos colecionados, seu meio mais forte é o cultivo e construção de relacionamentos com indivíduos que cruzam o seu caminho – especialmente aqueles colocados à margem devido ao seu status legal ou reprimidos pelas autoridades governamentais.
SOBRE A OBRA
Desenvolvida ao longo de anos, a performance de Paulo Nazareth Paulo consiste em acumular nos próprios pés a terra de todos os países por onde passa durante sua migração rumo ao norte, em direção aos Estados Unidos. Seus pés constituem o núcleo da performance, costurando conceitualmente de volta um território fragmentado por fronteiras. Somente ao chegar ao Rio Hudson, ele finalmente os lava.