Sunjeong Hwang (1989, Coreia do Sul) é uma artista transmídia e contemporânea cuja prática investiga as conexões entre ecologia, computação e percepção incorporada. Por meio de vídeos, instalações, performances e ambientes sonoros, desenvolve sistemas multissensoriais nos quais processos biológicos e infraestruturas digitais interagem.
Baseada em pesquisas interdisciplinares, Hwang incorpora gravações de campo, escaneamento 3D, programação generativa, movimento e estruturas algorítmicas em obras que funcionam como interfaces experimentais, em vez de representações. Sua prática explora como matéria, dados e experiência sensorial coevoluem em condições ambientais em constante transformação.
Além de sua produção individual, integra o duo de arte e mídia organic Operators (oOps.50656) e é fundadora do Hertz and Dough, laboratório de pesquisa sonora dedicado à escuta da biosfera e à acústica espacial. Foi finalista do SONGEUN Art Award e recebeu prêmios no ISEA 2023 (França) e no Future Tense (Hong Kong). Seu trabalho foi apresentado internacionalmente em instituições e eventos como o SeMA (Coreia do Sul), ADMAF (Emirados Árabes Unidos), Museu Nacional do Cazaquistão (Cazaquistão), Taiwan Contemporary Culture Lab (Taiwan), Sonic Acts Biennale (Países Baixos), Asia Culture Center (ACC) (Coreia do Sul) e MUTEK (Japão e México).
SOBRE A OBRA
Em “Somatocene Composition for Helix Dance”, instalação em vídeo de quatro canais, Sunjeong Hwang reúne seres-árvore, corpos em movimento, paisagens entrelaçadas e memórias ecológicas provenientes do universo em constante desenvolvimento de Tanhamu, um projeto de pesquisa artística conduzido pela artista. A partir de escaneamento 3D, reconstrução por nuvem de pontos (point cloud), coreografia, observação ambiental e processos de geração de imagens, a obra entrelaça vestígios de paisagens, corpos, memórias e encontros ecológicos coletados em diferentes lugares e momentos.
Ao longo dos quatro canais, presenças semelhantes a árvores, corpos em movimento e ambientes entrelaçados transformam-se e reaparecem continuamente, evocando relações entre memória, territorialidade, tecnologia e formas de existência para além do humano. A instalação convida o público a percorrer imagens e rastros, percebendo possíveis conexões entre experiências acumuladas, ritmos ecológicos e processos compartilhados de transformação.