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Sunjeong Hwang

Coreia do Sul
Sunjeong Hwang é uma artista transmídia e contemporânea cuja prática investiga as conexões entre ecologia, computação e percepção corporal. Por meio de vídeos, instalações, performances e ambientes sonoros, cria sistemas multissensoriais nos quais processos biológicos e infraestruturas digitais interagem. Com base em pesquisas interdisciplinares, incorpora gravações de campo, escaneamento 3D, programação generativa, movimento e estruturas algorítmicas para desenvolver obras que funcionam como interfaces experimentais, explorando a coevolução entre matéria, dados e experiência sensorial em diferentes condições ambientais. Além de sua produção individual, Hwang integra a dupla de arte midiática organic Operators (oOps.50656) e fundou o Hertz and Dough, laboratório de pesquisa sonora dedicado à escuta da biosfera e à acústica espacial. Foi finalista do Prêmio de Arte SONGEUN e recebeu premiações no ISEA 2023 (França) e no Future Tense (Hong Kong). Seu trabalho foi apresentado internacionalmente em instituições e eventos como o SeMA (Coreia do Sul), ADMAF (Emirados Árabes Unidos), Museu Nacional do Cazaquistão, Taiwan Contemporary Culture Lab, Sonic Acts Biennale (Países Baixos), ACC (Coreia do Sul) e MUTEK (Japão e México).

SOBRE A OBRA Somatocene Composition for Helix Dance é uma instalação em vídeo de quatro canais que reúne seres arbóreos, corpos em movimento, paisagens entrelaçadas e memórias ecológicas inspiradas em Tanhamu, projeto de pesquisa artística em desenvolvimento por Sunjeong Hwang que explora as relações entre ecologia, tecnologia, percepção incorporada e formas de existência mais-que-humanas. Por meio de escaneamento 3D, reconstrução em nuvem de pontos, coreografia, observação ambiental e processos de geração de imagens, a obra entrelaça vestígios de paisagens, corpos, memórias e encontros ecológicos registrados em diferentes lugares e momentos. Ao longo dos quatro canais, presenças semelhantes a árvores, corpos em movimento e ambientes tecidos transformam-se e reaparecem continuamente, evocando relações entre memória, territorialidade, tecnologia e formas de existência mais-que-humanas. A instalação convida o público a percorrer imagens e vestígios, percebendo possíveis conexões entre experiências acumuladas, ritmos ecológicos e processos compartilhados de transformação.