EXPOSIÇÃO
Há bastante tempo artistas evocam questões políticas em seus trabalhos, mas, na sociedade em que vivemos, esse impulso se intensificou. As obras reunidas nesta exposição surgem de inquietações e experiências diante de realidades incômodas, aproximando diferentes maneiras de olhar para o presente. O consumismo, um dos motores do capitalismo contemporâneo, aparece como questão em parte dos trabalhos. Trata-se de um sistema sustentado por desejos efêmeros, satisfações breves e pela aparente indiferença às consequências de seus excessos. O que se consome, o que sobra e o que se configura longe do olhar são algumas das questões presentes na mostra.
Sistemas de vigilância e opressão, mais explícitos ou sutis, afetam o coletivo, mas também cada indivíduo de modo incisivo. Nesse contexto, diversos trabalhos partem de experiências autobiográficas, de situações em que artistas elaboram aspectos de sua própria vida diante do mundo contemporâneo. Discussões sobre feminismo, dissidências de gênero e sexualidade compõem a exposição como formas de posicionamento e afirmação da existência.
A partir dessas inquietações, os artistas dão forma sensível às suas experiências, recorrendo a técnicas e procedimentos que muitas vezes escapam às categorias tradicionais. A mostra aproxima poéticas distintas que compartilham o desejo de refletir sobre o presente e sobre diferentes modos de existir e resistir. Diante de sistemas em crise, a arte pode tornar-se um espaço de respiro, confronto e elaboração.
Curadoria: Simone Landal
Artistas: Pedro Gottardi, Léo Eslabão, Malu Coura, Luciane Kunde, Castrenhos, Allie Vieira, babel babel, Dariane Martiól e Ana Conda.