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MON – Museu Oscar Niemeyer

Sobre a Terra. Fluxo da Criação: Memórias, Materiais e Nova Natureza – Sala 3 – MON

Vivemos em um mundo em contínua transformação. As fronteiras entre a natureza e o artificial, a memória e o fluxo, o local e o global estão sendo constantemente reescritas. No âmbito do tema “Limiar” da 16ª Bienal Internacional de Curitiba, os 20 artistas participantes do Pavilhão da China exploram, por meio da noção de “devir”, uma condição contemporânea de transição. Aqui, a “terra” não é compreendida como um pano de fundo natural fixo, mas como um solo vivo que carrega matéria, memória e própria vida. O “devir”, por sua vez, remete aos processos pelos quais as formas emergem, se dissipam, se transformam e retornam. A exposição não apresenta as obras como objetos isolados entre si; antes, acompanha múltiplos fluxos de migração, transformação material, percepção e coexistência. Entre memória, materiais e nova natureza, as obras revelam relações sutis e complexas entre corpos, ambientes e tecnologias. A batata carrega histórias de migração; o tabaco circula entre planta, corpo e linguagem; a argila se fissura no limiar da forma; bambu, papel, laca, cerâmica e materiais descartados reentram em ciclos de transformação. Flores, imagens em movimento, som e estruturas infláveis abrem, entre natureza e artificialidade, novas dimensões da percepção.

Curadoria: Lyu Hongrong (Windy Lyu) e Xiao Ge. Artistas: A Duo, Che Jianquan, Chen Fenwan, Chen Zhuo, Geng Le, Lin Chenxi, Liu Jinpeng (Kalman Pool), Lu Hang, Luo Xi, Qian Lihuai, Shen Yuan, Tong Kunniao, Wu Guanzhen, Wu Qian, Xia Hang, Xu Bing, Xue Lei, Yang Song, Yin Xiuzhen, Yuan Long (Alex Long Yuan).
Entrada gratuita às quartas-feiras e último domingo do mês

Terça a domingo:

Inteira | R$ 36,00 Meia-entrada | R$ 18,00

Memorial de Curitiba

Me quedé mirando – Memorial de Curitiba

SOBRE A EXPOSIÇÃO

O artista Abraham Votroba tece cartografia íntima sobre onde a memória se desdobra em gestos poéticos e silêncios reverberantes. A exposição opera como diálogo entre ausências e permanências, explorando o tempo congelado, que escapa à imagem, um intervalo do mundo, um entretempo entre o coração e o olhar. As obras funcionam como equivalentes sensíveis de afetos que resistem à linearidade. São lampejos de saudade, vestígios de encontros, marcas de um sol que, mesmo invisível, aquece narrativas esquecidas. Votroba trabalha com a porosidade da lembrança, traduzindo em formas concretas a fragilidade do que é guardado ou perdido. Uma foto desbotada ganha volume, palavras são suspensas em fios translúcidos, sombras projetadas recriam paisagens interiores. Aqui, estratégia da dupla exposição se revelam método e metáfora: é a superposição do agora, do antes e do depois; do que foi sobre o que é, do que desejamos sobre o que vimos. É o lugar onde dois momentos, dois corpos, duas luzes, ocupam o mesmo espaço. A fotografia se expande para que o instante se desborde, não cabendo em apenas um enquadramento apenas, mas deslizando em sequências que pedem para ser tocadas, lidas, vividas. O título, Me quedé mirando, captura esse estado de suspensão contemplativa, o ato de estar olhando, plácido na sobreposição de camadas de tempo. Nesta rede, cada nó é instante capturado, cada vazio memória necessária. Nessa tessitura, a poesia apresenta alma para imagens, a linha de união entre o visto e o sentido. Sombra, rastro, intervalo, silêncio que escreve. A exposição convida o espectador a não apenas observar, mas a se deter no olhar, a tatear as ausências, descobrindo que lembrar é, em última instância, um ato de reinvenção contínua.

Curadoria: Guilherme Zawa

Artista: Abraham Votroba
Entrada gratuita

MON – Museu Oscar Niemeyer

“RIFRAÇÕES” – MON

SOBRE A EXPOSIÇÃO

“Rifrações” nasce como um espaço de atravessamento, no qual a videoarte contemporânea se torna uma ferramenta crítica para interrogar o presente a partir de perspectivas femininas plurais. As obras reunidas não se limitam a representar realidades geográficas ou políticas específicas, mas operam uma transformação contínua do olhar, colocando em crise narrativas dominantes e modelos de visibilidade impostos. A refração, como fenômeno óptico, implica um desvio: a luz muda de direção ao passar de um meio a outro. Da mesma forma, as imagens aqui propostas atravessam contextos culturais, históricos e sociais distintos, produzindo deslocamentos de sentido, sobreposições e fraturas. O vídeo torna-se, assim, um dispositivo capaz de tornar visíveis tensões latentes, memórias apagadas e formas de resistência frequentemente marginalizadas. O corpo emerge como lugar central: corpo político, vulnerável, exposto, mas também capaz de redefinir seus próprios limites. Ao seu lado, o território se configura como um espaço instável, marcado por migrações, conflitos e pertencimentos múltiplos. Nesse entrelaçamento, a memória atua não como um arquivo estático, mas como matéria viva, continuamente reescrita. “Rifrações” propõe, portanto, uma experiência imersiva e estratificada, na qual cada obra contribui para a construção de um campo visual complexo. Aqui, a visão nunca é neutra: é sempre situada, atravessada, em movimento.

Curadoria: Massimo Scaringella

Co-curadoria: Antonella Pisilli

Artistas: Fatima Mazmouz, Genny Petrotta, Michèle Magema, Myriam Mihindou, Nirveda Alleck, Rehema Chachage, Tabita Rezaire, Wanja Kimani

INGRESSOS: https://museuoscarniemeyer.comprenozet.com.br/
Entrada gratuita às quartas-feiras e último domingo do mês

Terça a domingo:

Inteira | R$ 36,00 Meia-entrada | R$ 18,00

Memorial de Curitiba

“Ciro Fernandes: o menino, o olho e o pássaro” – Memorial de Curitiba

SOBRE A EXPOSIÇÃO

A exposição reúne cerca de 100 obras do gravador e ilustrador paraibano Ciro Fernandes, entre xilogravuras, pinturas e as matrizes originais utilizadas em seu processo criativo. A exposição celebra a trajetória de um dos principais nomes da gravura brasileira, convidando o público a conhecer a força poética de uma produção marcada pela memória, pelo imaginário e pela experimentação técnica.

Curadoria: Iriana Vezzani

Artista: Ciro Fernandes
Entrada gratuita

MuMA – Museu Municipal de Arte

“Pequenos Resets” – MuMA

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Pequenos Resets propõe uma interrupção necessária na aceleração contemporânea, utilizando a arte como o intervalo capaz de reorganizar a psique. A mostra reúne artistas nacionais e internacionais que ora criticam, ora permeiam a aceleração social, convivendo com esse ritmo para investigar o reset como uma ferramenta de calibragem da percepção humana. Essa curadoria dialoga diretamente com o pensamento de Hartmut Rosa, que identifica a aceleração social como a força motriz da modernidade, gerando uma alienação que nos afasta do mundo. Para Rosa, a solução não é a lentidão passiva, mas a busca pela ressonância: momentos de conexão profunda onde o indivíduo e o meio vibram em harmonia. Perfect L00p cria loops futuristas em alto contraste que estabilizam o olhar, enquanto RJ retrata cenários claustrofóbicos e a dissolução da identidade nas telas. Estelle Flores usa universos virtuais para explorar o jogo como tradução de desejos, dialogando com as figuras cromadas e oníricas de Strangepeo. Marcelo Pinel une arquitetura, misticismo e arqueologia em micro mundos digitais, enquanto Sean McGuirk resgata a estética de eras passadas com hardwares e softwares vintage. A artista 0nastiia propõe retratos surreais e psicologicamente carregados que tensionam o físico e o digital. A mostra apresenta, ainda, os vídeos de Franco Palioff, que trazem figuras antropomórficas fundindo a carne e a rocha em fendas expressivas, e finaliza com Tec Fase, que explora relações entre espaço público e privado, ação, controle, velocidade e composição nas cidades.

Curador: Flávio Carvalho

Artistas: Perfect L00p, RJ, Estelle Flores, Strangepeo, Marcelo Pinel, Sean McGuirk, 0nastiia, Franco Palioff e Tec Fase
Entrada gratuita

MuMA – Museu Municipal de Arte

“Dados Danos Desterro” – MuMA

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Dados Danos Desterro propõe uma reflexão sobre a relação entre humanidade e natureza em um momento de crise climática global. A mostra percorre temas como memória ambiental, saberes ancestrais, devastação ecológica e preservação dos ecossistemas, propondo uma leitura crítica sobre os impactos da ação humana no planeta.

Curador: Flávio Carvalho

Artistas: Diego de Lara, Vinicius Ferreira, Antonio Wolff e BernardoS
Entrada Gratuita

MAC Paraná no MON

“Camuflagens” – MAC Paraná no MON – Sala 8

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Camuflagens reúne artistas de diferentes países que investigam os limites entre verdade, percepção e ocultamento em um mundo marcado pela aceleração tecnológica, pela circulação massiva de imagens e pela instabilidade das noções de realidade. Por meio de pintura, instalação, fotografia, vídeo, inteligência artificial e processos híbridos, a exposição reflete sobre estratégias contemporâneas de adaptação, vigilância e sobrevivência, convidando o público a questionar como as tecnologias e os sistemas de poder moldam nossa forma de ver e compreender o mundo.

Curadoria: Royce W. Smith

Artistas participantes: Abel Barroso, Alejandro Sánchez, Ángel Poyón, Barton Lidice Benes, Bill Burns, Christopher Miles, Daniel Han, Diego Masi, Fidel Fernández, Fernando Poyón, Glenda Salazar, Gonzalo García, Guillermo Srodek-Hart, Javier Calvo Sandí, Javier Vanegas, Jason Shulman, Julia Isidrez, Ledania, Levente Sulyok, Lilian Camelli, Mabilón Jiménez, Marcos Ramírez ERRE, Paulo Nazareth, Prospex Park, Regina José Galindo, Ricky Allman, Tavin Davis, Thiago Martins de Melo e Toni Graton

INGRESSOS: https://museuoscarniemeyer.comprenozet.com.br/
Entrada gratuita às quartas-feiras e último domingo do mês

Terça a domingo:

Inteira | R$ 36,00 Meia-entrada | R$ 18,00

MuMA – Museu Municipal de Arte

“Relações nômades da visão” – MuMA

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Entre a nova figuração, linguagens experimentais ou abstração, elementos comuns são sempre uma atenta observação da sociedade em transformação em seu continente e uma explosão de vida que tornam a exposição uma experiência sensorial. A arte contemporânea busca cada vez mais uma integração precisa com o território, seja entendido como ambiente, seja como relações humanas, o que inevitavelmente a coloca em confronto com seu contexto visual. O visível se impõe claramente pelo que é, e não pelo que representa, e o artista, com seu trabalho, enfrenta com procedimentos dessacralizantes ou artificiais a superação do duplo jogo entre realidade e fantasia. Reflete-se sobre o crescente interesse — contemplativo ou até participativo — do observador, com um significado e um conteúdo que desafiam sua espontaneidade criativa. Cria-se, assim, um diálogo entre geografias físicas e interiores, entre tensões sociais e tensões criativas, sem jamais deixar de lado a assimilação de comportamentos de um território que está fora de nós e de nossa cultura original, em outros lugares que temos dificuldade em considerar nossos, justamente pela incapacidade de vivê-los aqui e agora como elemento recebido e decodificado. No, imponente cenário de uma nova ideia criativa, as obras dos artistas contemporâneos ganham destaque particular por serem muitas vezes estranhas aos ambientes, gerando um aparente conflito visual que, ao mesmo tempo, nos conduz a um efeito de amálgama temporal que nos transporta para fora do tempo. Como escreve Mircea Eliade, “A instituição de um espaço sagrado onde se revive no presente uma cena mítica fora do tempo é a resposta arquetípica do homem ao seu terror pela história, pelo devir e pela dissolução na multiplicidade”. O eterno retorno ao mesmo âmbito cognitivo seguro, seja como exorcismo do universo pulsante que os artistas invocam e celebram, seja como refúgio diante do passo vertiginoso de uma maré universal, faz esse espaço parecer mais próximo e reconhecível à nossa inefável humanidade. Essa síntese temporal é o motivo pelo qual as obras escolhidas para esta experiência visual foram todas especificamente selecionadas para delinear uma viagem cultural aventureira e surpreendente, na qual a justaposição de pontos de vista, às vezes radicalmente diferentes, consegue revelar a trama de uma narrativa polifônica, um eco do mundo por vir, resultado da interseção dos vetores do passado mais precioso com os da contemporaneidade.

Curador: Massimo Scaringella

Artistas: Oltsen Gripshi, Milot, Karina Chechik, Luciana Abait, Virginia Ryan, Karina Amadori, Coletivo Duas Marias, Ela Soares, Brugnera, Jeremiah Chechik, Lucas Goubert, Shen Cai, Zhang Quan, Wang Shaoqiang, Lai Junjie, Feng Xiaorui, Yan Yu, Sebastian, Baatarzorig Batjargal e Nomin Bold. Curadores convidados: Lin Shuchuan e Gu Zhenqing
Entrada gratuita

MAC Paraná no MON

“Cartografías provisória” – MAC Paraná no MON – Sala 9

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Cartografias Provisórias reúne fotografias, instalações e videoinstalações de Max de Esteban que investigam as estruturas invisíveis do mundo contemporâneo, como a inteligência artificial, o capitalismo e as tecnologias de poder. A exposição convida o público a refletir sobre como esses sistemas transformam a sociedade e moldam os futuros possíveis.

Curadoria: Adriana Almada e Ferran Barenblit

Artista: Max de Esteban

INGRESSOS: https://museuoscarniemeyer.comprenozet.com.br/
Entrada gratuita às quartas-feiras e último domingo do mês

Terça a domingo:

Inteira | R$ 36,00 Meia-entrada | R$ 18,00

MuMA – Museu Municipal de Arte

“Pó (Polvere) – Vestígios de matéria, memória e laços invisíveis” – MuMA

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Em um mundo de tecnologia em constante aceleração, onde a realidade é cada vez mais mediada por fluxos de dados imateriais, o projeto POLVERE explora a desmaterialização e a perda das “coisas reais”. Imaginamos um palco tão vasto quanto o mundo, onde a natureza se mistura a vestígios humanos, a memória se esfarela como poeira e a tecnologia tece fios invisíveis que conectam cada gesto a uma rede global. Nesse imenso e complexo teatro do mundo, a humanidade desempenha o seu papel, consciente de que cada ação pode marcar o início de uma nova era ou o fim de um equilíbrio já precário. A arte, hoje mais do que nunca, é um território de fronteira. Ela não apenas representa a realidade, mas a atravessa, a questiona, reúne seus fragmentos e os recompõe em novas formas de diálogo. Este projeto nasce do desejo de explorar as conexões invisíveis que ligam o indivíduo à comunidade, a memória pessoal à memória coletiva, a natureza à cultura e a humanidade ao seu meio ambiente. Cada artista envolvido no projeto traz uma visão única, um sinal que testemunha um tempo frágil, onde a beleza reside justamente na instabilidade da existência. As obras de arte propostas constroem um caminho de relações: entre memória e futuro, entre indivíduo e comunidade, entre natureza e tecnologia. Cada obra torna-se um fragmento de uma narrativa maior, um diálogo silencioso que nos convida a refletir sobre o nosso papel em um mundo cada vez mais interconectado, porém frágil. A arte, neste contexto, não é mera representação, mas ação. Um gesto de resistência contra o esquecimento, uma ponte entre passado e futuro, uma ferramenta para despertar consciências adormecidas. Após a ideia e a ação, a obra permanece: o resíduo de um processo, o testemunho de uma jornada, a possibilidade de um novo começo.

Curadores: Chiara Franceschini e Massimo Scaringella

Artistas: Davide Boriani, Julia Bornfeld, Matteo Mezzadri e Alberto Salvetti
Entrada gratuita

MON – Museu Oscar Niemeyer

“Algoritmos do Humano: Imagem e Novas Presenças” – Sala 7 – MON

SOBRE A EXPOSIÇÃO

A exposição reúne obras de artistas que investigam como a inteligência artificial e os sistemas algorítmicos transformam os modos de produzir, imaginar e representar o humano na arte contemporânea. Reunindo fotografia, vídeo, desenho e escultura, a mostra propõe uma reflexão sobre as novas relações entre arte, tecnologia e memória, explorando como imagens, identidades e narrativas passam a ser construídas na convivência entre humanos e máquinas criativas.

Curadoria: Adriana Almada e Tereza de Arruda

Artistas: Fernando Aidar, Carlos Amorales, Alessandra Bergero, Panmela Castro, Jacqueline Duhr, Mayara Ferrão, Tom Lisboa, Joseca Yanomami

INGRESSOS: https://museuoscarniemeyer.comprenozet.com.br/
Entrada gratuita às quartas-feiras e último domingo do mês

Terça a domingo:

Inteira | R$ 36,00 Meia-entrada | R$ 18,00

MON – Museu Oscar Niemeyer

“Matéria, corpo e linguagem” – Sala 1 – MON

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Selecionadas para representar Macau na Bienal de Curitiba, as obras de Peng Yun, Bianca Lei e Gao Fuyan convergem numa única questão: como nos mantemos humanos quando a tecnologia reconfigura a perceção, a linguagem e a identidade?

Peng Yun mergulha no limiar entre o humano e a máquina. WU • Stone • Sardapass nasce de um gesto simples: numa montanha, a artista escolhe uma pedra comum, lava-a e doura-a – uma cerimónia inútil. Um cão-robô observa, hesita e vai-se embora. O olhar da máquina e a atenção do artista colocam o cálculo de um lado e a presença do outro. A resposta reside na pausa, na pedra.

Uma Miscelânea de ‘Cinco Língu- Língu’, de Bianca Lei, materializa a complexidade cultural de Macau através da linguagem. Cinco línguas – cantonense, mandarim, português, patuá e inglês – estão ligadas aos «cinco elementos» da cultura chinesa. O patuá, um crioulo em vias de extinção, é o mais frágil. Enquanto a IA normaliza a tradução universal, Bianca Lei reafirma a linguagem como um território de resistência.

Em Fragmentos do Tempo – Teatro do Rosto, de Gao Fuyan, o rosto do espectador é capturado, projetado, impresso e triturado. É uma destruição ritual da imagem – não da pessoa. O que resta do ser humano na era da vigilância facial?

Encomendadas pelo Instituto Cultural de Macau para Estou Aqui – Helena Almeida: Presença e Ressonância (2026) e Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau (2025), as obras foram inicialmente exibidas no Museu de Arte de Macau, consubstanciando o papel da cidade como plataforma sino-lusófona. Esta participação inaugural na Bienal de Curitiba representa uma nova iniciativa do Governo da RAEM para cumprir o seu posicionamento estratégico como “uma base de intercâmbio e cooperação para a promoção da coexistência multicultural com predominância da cultura chinesa”.

Curadoria: Margarida Saraiva

Artistas: Peng Yun, Bianca Lei e Gao Fuyan

INGRESSOS: https://museuoscarniemeyer.comprenozet.com.br/
Entrada gratuita às quartas-feiras e último domingo do mês

Terça a domingo:

Inteira | R$ 36,00 Meia-entrada | R$ 18,00

MAC Paraná (Sede Adalice Araújo)

“Sobre existir e resistir” – MAC Paraná

EXPOSIÇÃO

Há bastante tempo artistas evocam questões políticas em seus trabalhos, mas, na sociedade em que vivemos, esse impulso se intensificou. As obras reunidas nesta exposição surgem de inquietações e experiências diante de realidades incômodas, aproximando diferentes maneiras de olhar para o presente. O consumismo, um dos motores do capitalismo contemporâneo, aparece como questão em parte dos trabalhos. Trata-se de um sistema sustentado por desejos efêmeros, satisfações breves e pela aparente indiferença às consequências de seus excessos. O que se consome, o que sobra e o que se configura longe do olhar são algumas das questões presentes na mostra.

Sistemas de vigilância e opressão, mais explícitos ou sutis, afetam o coletivo, mas também cada indivíduo de modo incisivo. Nesse contexto, diversos trabalhos partem de experiências autobiográficas, de situações em que artistas elaboram aspectos de sua própria vida diante do mundo contemporâneo. Discussões sobre feminismo, dissidências de gênero e sexualidade compõem a exposição como formas de posicionamento e afirmação da existência.

A partir dessas inquietações, os artistas dão forma sensível às suas experiências, recorrendo a técnicas e procedimentos que muitas vezes escapam às categorias tradicionais. A mostra aproxima poéticas distintas que compartilham o desejo de refletir sobre o presente e sobre diferentes modos de existir e resistir. Diante de sistemas em crise, a arte pode tornar-se um espaço de respiro, confronto e elaboração.

Curadoria: Simone Landal

Artistas: Pedro Gottardi, Léo Eslabão, Malu Coura, Luciane Kunde, Castrenhos, Allie Vieira, babel babel, Dariane Martiól e Ana Conda.
Entrada Gratuita

Galeria Laila Tarran

“Maquinarias do corpo” – FAP/UNESPAR (Laila Tarran) 

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Adentramos o espaço onde o corpo e a ausência do corpo solicitam a nossa presença. Circulamos, observamos, ouvimos e tocamos. Nessa movimentação, estar diante de um trabalho, contorná-lo ou nos posicionarmos sobre ele requer participação. Estar aqui.

É impossível entrar na Sala Laila Tarran sem sermos lambidos, mirados, tocados e provocados a tocar, ouvir, ver e sentir. O corpo deslocado, desviado de suas funções, atravessado por dispositivos e mediações. Um corpo virtual, concreto, em equilíbrio.

Também estamos diante do colapso do corpo e da imagem, da repetição e da falha, próprias do corpo humano e, talvez ainda mais, do corpo-máquina. As obras reunidas nesta exposição apontam para um horizonte em que tecnologias do corpo negociam aproximações e distanciamentos com as tecnologias da máquina. Esculturas em diferentes materialidades, gravuras produzidas a partir de estudos e processos performáticos, uma imagem fotográfica colada no chão, uma videoinstalação, uma videoarte e uma performance, instauram relações entre presença e ausência, gesto e mediação, permanência e instabilidade.

Mostram-se interessadas naquilo que persiste: o gesto continuamente inscrito na superfície, a imagem que, mesmo falhando, insiste em permanecer, o objeto que conserva a memória de um uso possível, o corpo que, apesar das cicatrizes, continua produzindo presença. Maquinarias do corpo que deixam o centro da experiência para se tornarem também interface, passagem e território.

Curadoria: Marcelo Forte

Artistas: Luques Oliveira, Didi Fiorucci, Carol Fantinati, ADRYZNO, Ana Teles, Ana Thysa e Luc da Silveira.
Entrada Gratuita

MON – Museu Oscar Niemeyer

“Artistas brasileiros em diálogo com Chiharu Shiota” – Torre – MON

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Na Torre do Olho do Museu Oscar Niemeyer, um conjunto de obras de artistas brasileiros estabelece um diálogo direto com a produção de Chiharu Shiota, em trabalhos especialmente concebidos para a 16ª Bienal de Curitiba – LIMIARES.

A exposição reúne André Azevedo, Ieda Jardim, Luiz Mauro, James Kudo e Evandro Soares em um núcleo que articula atravessamentos entre matéria, espaço e experiência, criando ressonâncias com o universo poético da artista japonesa.

Ao longo do percurso, o visitante é gradualmente conduzido às ideias de memória por meio da tecitura, das conexões entre fios e da construção de imagens que se dissolvem no espaço, instaurando uma experiência sensorial e imersiva.

Curadoria: Tereza de Arruda

Artistas: André Azevedo, Ieda Jardim, Luiz Mauro, James Kudo, Evandro Soares, Marina Camargo

INGRESSOS: https://museuoscarniemeyer.comprenozet.com.br/
Entrada gratuita às quartas-feiras e último domingo do mês

Terça a domingo:

Inteira | R$ 36,00 Meia-entrada | R$ 18,00

MON – Museu Oscar Niemeyer

“EL MATO” – Sala 1 – MON

SOBRE A EXPOSIÇÃO

El Mato, o mais recente projeto de Camilo Echeverri, explora as formas de representação em uma época em que o real já não pode ser entendido como algo intacto, mas como uma experiência mediada por dispositivos de registro, simulação e controle. A própria ideia de “natureza virgem” se dissolve: toda paisagem foi intervinda, documentada ou transformada, e toda imagem participa desse processo.

Desenvolvido a partir de viagens à Amazônia, o projeto se desdobra em vídeo, desenho, pintura e processos digitais. Fotografias, registros sonoros e material fílmico coletados nesses percursos deixam de funcionar apenas como evidência documental para entrar em diálogo com a edição, o creative coding e a geração de imagens por meio de inteligência artificial. Este vídeo constitui a peça central do projeto. Entre a selva e o algoritmo, o observado, o imaginado e o gerado começam a se sobrepor.

Sem propor uma visão nostálgica nem redentora, El Mato tensiona questões ligadas à regeneração e à fragilidade da floresta, à exploração do território e à transformação do vivo em simulacro, introduzindo a ideia da selva como um organismo inteligente e vulnerável. Nesse deslocamento emerge a pergunta central do projeto: o que permanece vivo quando o mundo foi quase completamente traduzido em imagens?

Curadora: Adriana Almada

Artista: Camilo Echeverri

INGRESSOS: https://museuoscarniemeyer.comprenozet.com.br/
Entrada gratuita às quartas-feiras e último domingo do mês
Terça a domingo: Inteira – R$ 36,00 I Meia-entrada – R$ 18,00

MON – Museu Oscar Niemeyer

“Aruma: O têxtil resplandecente” – Sala 1 – MON

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Artista, pesquisadora e tecelã especializada em têxteis andinos, Sandra De Berduccy reinterpreta as tradições têxteis dos Andes a partir de uma perspectiva contemporânea que as reconhece como sofisticadas tecnologias do conhecimento. Integrando princípios da física, da matemática e do pensamento filosófico, desenvolve instalações têxteis interativas que utilizam técnicas ancestrais como interfaces sensíveis para visualizar fluxos de energia e relações de interconectividade inscritas na complexidade das fibras.

“Sua obra propõe o tear como uma montagem tecno-social e simbólica de alta complexidade, capaz de desarticular as dicotomias modernas entre arte e artesanato, natureza e tecnologia, ao mesmo tempo em que abre uma especulação poética sobre possíveis trajetórias alternativas da técnica: uma tecnologia suave, orgânica e luminosa que nos recorda que tudo está entrelaçado e que a experiência humana faz parte de uma vasta rede dinâmica de inter-relações”.

Curadora: Valentina Montero

Sandra De Berduccy

INGRESSOS: https://museuoscarniemeyer.comprenozet.com.br/
Entrada gratuita às quartas-feiras e último domingo do mês

Terça a domingo:

Inteira | R$ 36,00 Meia-entrada | R$ 18,00

Centro Cultural da PUCPR

“Proximidades temáticas, Singularidades Poéticas” – PUCPR

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Em “O sentido de ordem”, livro sobre a psicologia da arte decorativa, E. H. Gombrich sustenta que a percepção visual opera na dinâmica entre semelhança e diferença, entre regularidade e desvio. A semelhança estabelece um pano de fundo previsível, que nos permite processar o ambiente com economia de energia. Contudo, é a diferença que captura a atenção, destacando o singular e gerando novos significados pelo contraste com o esperado.

O fio condutor desta exposição reside na investigação desses dois polos: diante do horizonte de afinidades temáticas, sobressaem as particularidades poéticas. As produções convergem na investigação do cotidiano e no resgate da memória, revelando correspondências no modo como Ivan Doré, Patrick Magnun e Gabrielle Paiva se apropriam de símbolos do dia a dia para discutir finitude e identidade. Na mesma linha, mobilizando ruídos e derivas, Gabriel Villas reorganiza fluxos urbanos em novas lógicas gráficas.

As distinções emergem desse fundo comum pela materialidade e pelo gesto. Enquanto Claudete Luginieski e Gustavo Scheidt utilizam pigmentos terrosos e fibras para evocar a rusticidade da paisagem, Victoria Dupré concentra-se no rigor do desenho e escala. Já a assepsia performática de Gabriel Stocco e as investigações visuais de Gabriel Priester distanciam-se da densidade cromática e narrativa de Victoria Velazquez e Karine Abbati. Tais contrastes reafirmam que, embora partam de inquietações partilhadas, cada artista funda seu próprio universo sensível.

Curadoria: Wagner Jonasson
Artistas: Patrick Magnun, Victória Dupré, Victoria Velazquez, Claudete Lugineski, Gabriel Stocco, Gabriel Villas, Gabrielle Paiva, Gustavo Scheidt, Karine Abbati, Ivan Doré e Gabriel Priester.
Entrada Gratuita